A companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair revelou que no primeiro mês deste ano operou com apenas aproximadamente 15% da sua programação normal de voos e, pior ainda, teve apenas 12% dos passageiros de Janeiro de 2020.

A empresa, com sede em Dublin, espera perder 95% do seu tráfego em fevereiro e março, com poucos ou nenhum voo a partir do Reino Unido e da Irlanda, devido aos últimos bloqueios da COVID-19 e às restrições de viagem.

Em virtude da situação, criticou “bloqueios brutais” e pediu aos governos da Irlanda e do Reino Unido em para acelerarem as vacinações.

De acordo com dados divulgados pela Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), a Ryanair terminou 2020 com cem milhões de passageiros a menos em comparação com 2019.

A Ryanair espera prejuízo de aproximadamente 1 bilhão de euros em seu atual ano fiscal (2020-2021) que termina em março, e mantém uma estimativa de tráfego de entre 26 milhões e 30 milhões de passageiros, em comparação com 149 milhões no ano fiscal anterior, sendo o pior desempenho da história da companhia aérea.

Espera-se que a recuperação deve se acelerar em julho e setembro, segundo trimestre do exercício da companhia aérea, antes de retornar a 70% e 90% dos níveis normais entre outubro e março.

A Ryanair é amplamente vista como uma das companhias aéreas mais bem colocadas do mundo para enfrentar a pandemia, em razão do seu grande saldo de caixa.